Todos os estímulos procedentes do interior e do exterior devem permanecer dentro dos limites da sua capacidade de adaptação para não se produzirem perturbações funcionais, inclusivamente lesões orgânicas duradoiras. Sabemos por experiência diária que entre as doenças de pele a imensa maioria tem sido causada por doença interna, perturbações do metabolismo, alterações nas glândulas hormonais, efeitos tóxicos provocados por uma prisão de ventre crônica, focos de infecção nos dentes, amígdalas, seios nasais ou aparelho genital.
Se a isto se acrescentar uma importante insuficiência de elementos curativos e nutritivos devido a uma alimentação insuficiente mal combinada ou incompleta, pode produzir-se rapidamente o estado de hipersensibilidade da pele, a alergia.
Qualquer estímulo exterior, aliás perfeitamente inócuo (por exemplo, usar roupa interior nova, elaborada com produtos químicos ou tecidos de lã) produz «reações alérgicas».

As inumeráveis relações entre as doenças interiores e as da pele, conhecidas já na era naturalista da medicina, mas que no critério rigorosamente científico não têm sido exatamente compreendidas, obscureceram-se por completo, porque foram relegadas para o último plano que os modernos conhecimentos alcançaram mediante os novos meios técnicos, especialmente o microscópio. Depressa surgiu o conceito de que as doenças cutâneas, que quer fossem infecciosas ou não, procediam exclusivamente do exterior, e eram de natureza local, podendo aplicar-se-lhes remédios exteriores e locais. Uma impressionante série de novas observações e experiencias tiveram influência para se modificasse a doutrina sobre doenças da pele e que voltassem a ser consideradas, na sua maioria, como sintomas e efeitos de males internos.

A estrutura anatômica da pele, com as suas numerosas capas celulares, glândulas sebáceas e sudoríparas, gânglios nervosos, pigmentos e outras forças químicas, é algo tão maravilhoso que dela podemos deduzir a existência de múltiplas e importantes funções.

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