Os antigos remédios medicinais voltam a ser descobertos de vez em quando. Assim aconteceu com a levedura, que volta a ter grande popularidade.

O «Pai da Medicina», Hipócrates, já conhecia o emprego e o valor da levedura. Os monges medievais
empregavam-na contra as chagas, e nos tempos modernos é empregada na «depuração do sangue» e na cura de furúnculos.

Composição

Só a idade moderna, com os seus conhecimentos sobre o significado das vitaminas e das hormonas, tomou a levedura como objecto de investigação. Observou, com assombro, que na levedura se encontrava um verdadeiro tesouro de matérias de grande actividade biologica, como vitaminas (sobretudo do grupo B), valiosos aminoácidos,’ assim como factores de crescimento e matérias activas, de combinação com os correspondentes minerais.

Uma visão geral mais exacta sobre os elementos activos na levedura dá a seguinte composição para lOO g de levedura de cerveja:

Vitaminas e matérias vitamínicas

mg

Aminoácidos

g

Aneurina (tiamina)Vitamina B1

8-15

Arginina

4,3

Adermina (piridoxina), vitamina B6

3-10

Cistina

1,0

Biotina (vitamina H)

2-7,5

Histidina

2,8

Colina

0,1-1,2

Isoleucina

5,9

Inosita

80-160

Leucina

7,4

Lactoflavina (vitamina B2)

12-25

Lisina

7,5

Nicotinamida

20-80

Metionina

2,7

Ácido pantoténico

12-25

Fenilalanina

8,1

Ácido pteroilgutâmico (ácido fólico)

0,005-0,13

Treonina

5,5

Ácido p-aminobenzóico

0,03-0,55

Triptófano

1,3

 

Tirosina

3,6

 

Valina

5,0

 

Durante a última guerra, sob a pressão dos acontecimentos, aprendeu-se a aproveitar os desperdícios de madeira para a obtenção de levedura, e abriu-se um caminho para chegar, de modo simples, a extrair da madeira um rico alimento albuminóide que a princípio não pareceu ser próprio para o consumo humano, por causa do seu desagradável sabor. Mas hoje já há preparados de levedura que com dificuldade podem diferenciar-se do autêntico queijo parmesão. Hoje, a levedura seca obtida da madeira, pelo seu elevado teor de albumina (10%), pela sua riqueza vitamínica e pelo seu total aproveitamento, constitui uma excelente fonte auxiliar para a alimentação do povo alemão.

Poder curativo da levedura de cerveja

Tem-se estudado especialmente a influência da levedura de cerveja na diabetes e reconheceu-se o seu efeito benéfico análogo ao da insulina. Entre outras razões, parece basear-se no facto de dar uma maior protecção contra a putrefacção da albumina, estimulando a produção orgânica de insulina mediante a vitamina B. Por outro lado, a lactoflavina (vitamina B2) é a encarregada de produzir o efeito semelhante ao da insulina, já que as injecções intravenosas de lactoflavina reduzem nos diabéticos o nível do açúcar do sangue.

Um elemento natural presente em elevada proporção na levedura é a biotina. É uma substância de desenvolvimento, cuja falta na alimentação humana ocasiona uma excessiva produção de sebo (Sabor), o que leva a pensar na sua relação com a pele e com os seus órgãos secundários.

É interessante que a levedura seja o meio curativo da doença chamada «pelagra», que produz sintomas no aparelho gastrintestinal, na pele, no sistema nervoso e também na mente. A levedura é um meio curativo em vários tipos de doença, sobretudo no sector do metabolismo. É útil no caso de perturbações intestinais, doenças e inflamações gastrintestinal, transtornos hormonais, doenças cardíacas e circulatórias, doenças de crescimento e desenvolvimento, diabetes, obesidade, insuficiências de vitaminas, especialmente na gravidez, anemias, nevralgias, resfriado, mau funcionamento dos órgãos linfáticos, intoxicações e  infecções.

Modo de emprego

Os preparados de levedura, especialmente de levedura de cerveja, devido aos seus importantes elementos activos, podem ser considerados como os melhores e mais naturais reguladores metabólicos e empregados como tais. Depois das refeições, pode-se tomar uma colherinha de levedura de cerveja; a grande sensação de frescura e de bem-estar faz esquecer o mau sabor da levedura e até a torna agradável.

 

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